A Apple anunciou nesta terça-feira (10) de Novembro, um novo MacBook Air,  MacBook Pro e um Mac Mini.

E agora os computadores contam com um processador fabricado pela própria empresa.

A partir desses lançamentos, a companhia irá utilizar chips com a arquitetura ARM, a mesma dos processadores de iPhones e iPads. Até agora, a companhia comprava o componente da Intel, que utiliza a arquitetura x86.

Todos os computadores anunciados possuem o chip M1, que possui oito núcleos. Segundo a companhia, a novidade trouxe ganhos significativos de performance e otimização de energia em relação aos processadores da Intel. 

Preços no Brasil

  • MacBook Air (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 12.999;
  • MacBook Air (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 16.099;
  • MacBook Pro (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 17.299;
  • MacBook Pro (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 19.799;
  • Mac Mini (8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento): R$ 8.699;
  • Mac Mini (8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): R$ 11.199.

Transição

Essa não é a primeira vez que a Apple muda a arquitetura dos chips de seus computadores. Isso aconteceu em 1994, quando a empresa deixou de usar processadores Motorola 68k e adotou o PowerPC. A companhia repetiu o movimento em 2005, quando abandonou o PowerPC e passou a usar o Intel x86.

A terceira grande transição acontece agora, com a adoção dos processadores ARM, que estão sendo chamados de Apple Silicon. A primeira geração desses chips foi batizada de “M1”.

O que é ARM?

Processador da Apple para computadores, o M1. 

ARM é um tipo de processador que utiliza a arquitetura RISC (uma sigla em inglês para Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções).

Os chips RISC possuem menos flexibilidade em termos de instruções – o programador precisa especificar mais os passos. Por outro lado, eles consomem menos energia, e são velozes ao executar essas instruções.

Esses processadores também geram menos calor, dispensando o uso de sistemas de refrigeração muito complexos – o que pode ajudar a baratear e deixar os notebooks mais leves.

É diferente dos chips da Intel, utilizados nos MacBooks lançados até agora, que utilizam a arquitetura CISC (uma sigla em inglês para Computador com um Conjunto Complexo de Instruções).

Os chips CISC possuem conjunto maior de instruções guardadas no próprio componente, o que o torna mais eficaz para lidar com tarefas complexas – por ter essa característica, os processadores demandam mais espaço físico e consomem mais energia.

A vantagem dos processadores CISC em relação ao RISC é a otimização para grandes demandas, como edição de vídeos – é como se ele tivesse atalhos para executar alguns dos comandos. Porém, atualmente, os chips ARM também são capazes de lidar com essas tarefas.

A Apple promete maior performance de processamento e de gráficos, com menos consumo de energia, se comparado com os processadores recentes para notebooks.

Compatibilidade

Essa mudança de arquitetura vai causar um período de transição nos computadores da Apple – isso porque o sistema operacional e os programas precisam ser otimizados para funcionar nos novos chips.

O macOS Big Sur, versão mais recente do sistema operacional da companhia, está otimizado para o M1.

A empresa disponibilizou ferramentas para os programadores e em seu sistema que irá possibilitar que os MacBooks com chips ARM traduzam os códigos da arquitetura antiga para a nova.

Além disso, a própria Apple já otimizou alguns dos seus softwares voltados para profissionais, como o editor de vídeos Final Cut Pro, e tem trabalhado com empresas como Adobe (Photoshop, Premiere) e Microsoft (pacote Office) para que os programas delas também cheguem adaptados.

Como os chips ARM também são usados nos iPhones, muitos dos aplicativos para o celular poderão ser instalados nos computadores.

Em computadores antigos?

A novidade também impacta os MacBooks antigos, já que há uma preocupação sobre quanto tempo o sistema operacional e os programas continuarão a ser atualizados. A Apple ainda não especificou por quantos anos manterá o suporte, mas a expectativa é que tudo funcione durante anos.

A nova versão do macOS, a Big Sur, será liberada para computadores lançados há sete anos, como o MacBook Air e o MacBook Pro de 2013. A atualização estará disponível a partir do dia 12 de novembro.

Para saber mais acesse o site da fonte: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/11/10/apple-anuncia-computadores-com-processador-proprio.ghtml